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Wednesday, June 17, 2009

Vídeos postados na internet ajudam oposição a divulgar protestos no Irã


Militantes oposicionistas iranianos estão usando vídeos postados na Internet para barrar a proibição imposta à imprensa estrangeira, que está proibida de cobrir os protestos de rua que se seguiram à eleição presidencial da última sexta-feira. O serviço de microblogs Twitter também é um canal para os protestos.

A oposição, centrada na figura do candidato oposicionista Mir Houssein Moussavi, denuncia fraude eleitoral e pede recontagem dos votos que deram a vitória e a reeleição ao conservador presidente Mahmoud Ahmadinejad. O Conselho de Guardiães da Revolução Islâmica anunciou que vai recontar parte dos votos, mas adiantou que o resultado da eleição não será anulado.

Por seu lado, o Ministério de Relações Exteriores do Irã acusa a imprensa estrangeira de ser "porta-voz" de "agitadores" que mancham a imagem do país. As autoridades acusam "certos países" de apoiar "manifestações ilegais".

Comunicado do ministério recomenda que a imprensa "mude sua interação incorreta com os acontecimentos iranianos" e ameaça: do contrário, "em momento oportuno e sem sombra de dúvidas, os inimigos da unidade nacional iraniana serão neutralizados.

Protestos

Milhares de manifestantes favoráveis e contrários a Ahmadinejad fizeram atos de rua separadamente na terça-feira no centro da capital, Teerã, segundo imagens exibidas pela TV estatal.

A imprensa estrangeira foi impedida de acompanhar os atos, e não houve estimativa oficial do número de participantes.

Moussavi havia pedido a seus seguidores que não comparecessem ao comício, para evitar confronto, mas foi apenas parcialmente atendido. Os oposicionistas tomaram a avenida central da cidade cerca de uma hora depois do ato pró-governo e rumaram para outra praça

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